terça-feira, 26 de janeiro de 2010

TENS para analgesia: Editorial

TENS for analgesia

Como já era de se esperar, magníficas ponderações foram feitas sobre algumas conclusões do artigo sobre a eficácia do TENS1, comentado abaixo.
No mesmo número da Neurology® (Fator de impacto = 7,043), Binder e Baron2 ponderam que a falta de evidências sobre determinado assunto não significa falta de efeito terapêutico.
Os autores acrescentaram um breve histórico e argumentos sobre a popularidade que o TENS tem na clínica de dor, e esclareceram que, “mesmo com a fraqueza das evidências em relação ao TENS, ele ainda representa uma valorosa alternativa para o tratamento das doenças neurológicas. Tendo em vista a favorável relação risco-benefício quando comparado com outros métodos de alívio da dor, o TENS se mantém como um valioso armamento na terapia da dor.”
Belas palavras!!! Complemento que, mesmo que evidências sejam levantadas acerca da não eficácia do TENS, penso que sua popularidade, na prática fisioterapêutica, o manterá em uso por muitos anos ainda.

Referência:
1. Dubinsky RM, Miyasaki J. Assessment: Efficacy of transcutaneous electric nerve stimulation in the treatment of pain in neurologic disorders (an evidence-based review). Report of the Therapeutics and Technology Assessment Subcommittee of the American Academy of Neurology. Neurology 2010:74(2):104-5.
2. Binder A, Baron R. Utility of transcutaneous electrical nerve stimulation in neurologic pain disorders. Neurology 2010:74:104-5.

5 comentários:

Humberto Neto disse...

Lázaro,
Este post tocou num assunto importante: Muita gente acredita, errôneamente, que a falta de evidência da eficácia de um tratamento é sinônimo de tratamento placebo.
O que precisa ficar claro é que a falta de evidência não é uma evidência.
Sempre que se chega à uma conclusão de que determinado tratamento não funciona, os autores deixam BEM CLARO que o tratamento avaliado não é superior a um placebo.
Aí sim, podemos dizer que tanto faz benzer o paciente quanto tratá-lo com o tal método.
O grande problema é que temos poucos trabalhos com metodologia adequada para avaliar nossas técnicas de tratamento, assim, as evidências serão sempre insuficientes...
Mais uma vez parabéns pelo alto nível de suas postagens, atualizadas e com referências.
Grande Abraço
Humberto

Lázaro Juliano Teixeira disse...

Humberto:
De fato a maioria das revisões e metanálises sobre efetividade de recursos fisioterapêuticos não conseguem alcançar poder estatístico para se obter conclusões definitivas ou comprobatórias.

Felizmente, este quadro está mudando, tanto no contexto internacional quanto no nacional. Baseado nos teus cometários postarei novos estudos sobre isso.

Muito obrigado pelos comentários, pertinentes e esclarecedores. Espero que continue colocando seu ponto de vista.

Um abraço e até mais
Lázaro

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